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"O artista não é uma pessoa dotada de livre arbítrio que persegue seus próprios objetivos, mas alguém que permite à Arte realizar seus propósitos através dele. Como ser humano, ele pode ter humores, desejos e metas próprias, mas como Artista ele é "homem"num sentido mais sublime - ele é um homem coletivo - alguém que carrega e molda a vida psíquica inconsciente da humanidade."
(Jung, 1933)
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"Precisamos de arte que valorize a alma, o transcedental.
Isso não quer dizer que não podemos expressar nossos sentimentos humanos ainda em processo de maturação.
Claro que podemos. Todos temos este direito.
O que não devemos é usar a arte como instrumento de degradação, de desequilíbrio, nosso ou dos nossos semelhantes.
Sem liberdade e respeito não há arte."


ALQUIMIA MILENAR CHINESA E TAOISMO

A alquimia na China parece ter se desenvolvido quase ao mesmo tempo que na Grécia ou em Alexandria, isto talvez devido à influências hindus ou, então, ao chamado "inconsciente coletivo" do psicólogo Carl Jung ou, ainda, a abertura do "Arquivo Akáshico". Seja como for, a alquimia chinesa possui características próprias e outras semelhantes à alexandrina. A maior diferença fica por conta dela não ser diretamente vinculada à metalurgia, isto talvez pela escassez de minérios ou do lento desenvolvimento de técnicas metalúrgicas na China. A prática alquímica, na China, está mais vinculada à busca do "elixir" da longevidade. Está busca está intimamente relacionada ao taoísmo, misto de religião e "filosofia" que estuda as leis naturais.

Deste modo, os alquimistas chineses buscavam a perfeição, a harmonia e sabedoria no ouro alquímico, cuja essência era extraída de plantas e animais. Estas plantas eram conhecidas como "ervas da imortalidade". Pao PU Tzu (pseudônimo de Kon Hong) foi um dos maiores alquimistas chineses, segundo ele, quem comer num prato feito de ouro alquímico terá uma vida prolongada.

Note-se que na China o ouro não possuía o mesmo valor que no Ocidente. Não se tratava de buscar o ouro alquímico com o intuito de riquezas, mas sim de perfeição. É deste modo que o ouro fabricado possui muito mais importância por concentrar nele a sabedoria de sua produção, enquanto o ouro natural é considerado simples matéria bruta, embora a mais perfeita produzida pela natureza.

Muito daquilo que sabemos da alquimia chinesa encontra-se no Segredo da Flor de Ouro. Esta alquimia, preocupada em curar os males humanos, conciliou o taoísmo e o I-Ching em busca da perfeição, harmonia e longevidade dos homens. Os alquimistas chineses almejavam a harmonia universal, sonhando com elixires mágicos que garantissem a juventude bendita e eterna.

TAOÍSMO

O Taoísmo é uma "filosofia de vida", tendo sido fundada por Lao Tsé no século VI a.C. Tao é o caminho do universo a ser atingido através do equilíbrio entre os opostos. Assim, temos como pares opostos básicos: Yin, princípio feminino (Lua) e passivo; e Yang, princípio masculino (Sol) e ativo. Juntos, eles geraram o mundo, sendo que todas as coisas do mundo são associadas a estes princípios, considerados princípios vitas. O sol, a lua, os planetas, a terra, e tudo o que vem da terra, tudo vem de Yin e Yang.

Para os chineses, existem 5 elementos: a água, a terra, o fogo, a madeira e o metal. Também 5 são os planetas e 5 são nossos dedos. Note-se que o número 5 é um número ímpar, ou seja, ele é composto de 4+1, 2+3, ou ainda, 2+2+1. Neste último caso percebe-se a noção de equilíbrio e harmonia que é devido ao quinto elemento ou quinta essência divina.

A harmonia e o equilíbrio é fundamental para os chineses. É necessário estabelecer um proporção correta entre Ying e Yang, que são considerados energias "opostas", mas complementares. O corpo humano tem em si uma reprodução do universo, é um microcosmo. O desequilíbrio provoca doenças, sendo o desequilíbrio ocasionado pela falta de algum elemento de energia oposta. A cura seria feita através da introdução deste elemento na proporção necessária a reestabelecer o equilíbrio.

As pessoas dotadas de sabedoria teriam condições de estabelecer sua própria harmonia interior pela dosagem das energias opostas, visando o equilíbrio fundamental. Além disso, este equilíbrio deveria levar em conta a própria relação com o meio externo, a natureza e as demais pessoas, para haver uma harmonia perfeita e completa. A prática alquímica chinesa procurou desenvolver um "elixir" que recuperasse as energias perdidas das pessoas afetadas por algum mal, devolvendo-lhes o equilíbrio universal.